Ao olhar para mim mesmo, vejo pensamentos soltos que quero esquecer. Em meus olhos, vejo a tristeza de um garoto recém crescido, com medo do mundo, com medo do final do ano, levando embora coisas, das quais não quero me desfazer. Em minha boca, vejo palavras que gostariam de sair, mas que continuam intactas, tornando-se parte do meu ser. Ao sentir meu cabelo, sinto fragrâncias esquecidas, com seus rostos e aromas cor-de-chocolate, morangos e chantili. Me olho e vejo que me tornei a metade de mim mesmo, exausto, fraco e definitivamente esquecido. Por aqueles que já se foram. Por aqueles que não voltam mais.
“Eu queria te contar dos sonhos que eu tenho com você. Só na esperança de que depois eu iria ouvir que você também tem os mesmos.
“Aprenda a lidar com as suas escolhas sem colocar a responsabilidade nos outros.
“Você é a pessoa pra quem eu olho e penso: será que se eu pedir com jeitinho, Deus te deixa ficar comigo pra sempre?
“Uma dose de amnésia, e duas de desapego, por favor.